Ações a favor do brincar geram palestras e oficinas

Já imaginou se o audiovisual fosse uma grande brincadeira educativa usada em sala de aula? Um grupo de pesquisadores e educadores de Mato Grosso do Sul vai aliar tecnologias de comunicação e as brincadeiras tradicionais da infância com as demandas mais atuais da escola e outros ambientes de aprendizagem durante o Memórias do Futuro - Olhares da Infância Brasileira. O projeto, realizado pelo Espaço Imaginário e o Pontão de Cultura Guaikuru com patrocínio da Fundação Telefônica|Vivo por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura,  oferece oficinas para educadores e palestras abertas ao público durante os dias 05, 06 e 07 de abril, em Campo Grande. A ação marca o início de uma série de atividades que pretendem sensibilizar a sociedade para a importância do Brincar na formação da criança.

 

 

 


O potencial de registro e transmissão de imagens cresce a cada dia, mas será possível utilizar esses conteúdos de forma saudável? O Memórias do Futuro pretende responder essaperguntana prática capacitando educadores e pesquisadores para desenvolver formas criativas de utilização do celular, do computador e da internetjunto com o brincar na educação.


Lia Mattos, coordenadora pedagógica do Memórias do Futuro, explica que as oficinas aliam um trabalho de sensibilização, prática pedagógica, documentação e intercâmbio de experiências em rede, usando as tecnologias móveis e a internet como ferramentas de investigação e multiplicação. “O conteúdo produzido durante as oficinas dará início ao desenvolvimento de um guia virtual colaborativo, que irá conter sugestões de ações educativas que envolvam o brincar e as tecnologias. O resultado final de todo o processo será posteriormente compartilhado no portal Memórias do Futuro, através de um guia online, e servirá de referência para outros usuários interessados”, explica Lia Mattos.


O encontro também contará com programação aberta ao público com representantes de instituições nacionais, como a palestra “Cultura da Infância e Lugares de Brincar” ministrada pela brincante e pesquisadora da infância Lucilene Silva (SP), da OCA e da Casa Redonda, na sexta-feira (05) às 20h. A doutora em educação, Angela Costa (MS), da Aliança pela Infância, e Ana Marcílio (BA), da Rede Nacional pela Primeira Infância, vão ministrar a palestra “A Importância da Atuação em Rede no Movimento pelo Brincar” e “Comunicação Pelo Direito de Brincar”, às 20h, no sábado (06).


Ação local, alcance global


Mais do que capacitar pesquisadores e educadores para o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como brincadeiras educativas, a ideia do Memórias do Futuro é mobilizar pais, professores, gestores, poder público e a sociedade em geral pela defesa da infância e o direito de Brincar. Junto com a formação e as palestras, o projeto lança a campanha “Brinque, Conviva, Compartilhe! Movimentos a Favor da Infância”.


“O sentido dessa campanha é despertar o olhar das pessoas sobre as crianças. Colocar o Brincar para ser observado com sensibilidade e inteligência. Como nós, adultos, estamos colaborando para criar ambientes saudáveis para nossas crianças crescerem saudáveis? Isso começa com a gente. A Campanha quer despertar o olhar de cada um para pensar no quê pode fazer”, explica Andréa Freire, coordenadora do Pontão de Cultura Guaikuru.


A TVE-Bahia já se uniu ao movimento e exibirá parte dos conteúdos produzidos pelo projeto em 20 inter-programas com brincadeiras registradas por jovens de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e urbanas do MS que participaram das oficinas em 2012. O movimento pretende agregar outros canais de exibição em televisões públicas e privadas, rádios, portais e veículos de comunicação que se interessem em apoiar a causa da infância.


O canal de comunicação com grande potencial de interatividade é o portal www.memoriasdofuturo.com.br que semanalmente lançará depoimentos com entidades regionais e nacionais a respeito da infância. Também recebe vídeos, fotos e artigos sobre o tema postados por qualquer usuário interessado no assunto. Esses conteúdos serão compartilhados em redes sociais, como o facebook do Memórias do Futuro (www.facebook.com/Memoriasdofuturo) para promover o direito de brincar e o uso das TICs em sala de aula.


Tecnologias como aliados da educação e do brincar


Apesar de serem vistos como vilões das salas de aula a ponto de serem proibidos em Mato Grosso do Sul pela lei estadual 2.807, de 18 de fevereiro de 2004, um estudo realizado pelo núcleo de ensino da Universidade Estadual Paulista – Unesp, mostrou que o uso de ferramentas tecnológicas educativas melhoram em 32% o rendimento dos alunos em matemática e física. O desafio é encontrar recursos para inserir essas tecnologias nos ambientes educativos.


Segundo Alexandre Basso, coordenador de conteúdo e tecnologia do Memórias do Futuro, o uso do celular pelo projeto é uma alternativa que pode aproximar alunos e educadores com equipamentos cada vez mais acessíveis. “A gente escolheu o celular por causa da acessibilidade. Como ferramenta audiovisual, ele é uma revolução. As pessoas estão com o celular quase sempre, então é mais fácil registrar as coisas que ao longo do dia surgem de surpresa. As pessoas tem cada vez mais intimidade com o aparelho, já faz parte do dia-a-dia e do movimento do corpo. A linguagem audiovisual está absorvendo isso e ficando cada vez mais orgânica e intuitiva”.

 

O Memórias do Futuro começou a partir de uma iniciativa do Espaço Imaginário em parceria com o Pontão de Cultura Guaikuru. No portal do projeto (www.memoriasdofuturo.com.br) é possível conferir mais de 70 vídeos produzidos em 2012 por jovens de diferentes comunidades, além de fotos, textos, músicas, histórias e o trajeto da caravana Tecnobrincante pelo MS.



Contato para Imprensa:

Alexandre Basso: 67 9979-9796

Everson Tavares: 67 9237-4608


Conheça um pouco dos Palestrantes do Memórias do Futuro

(Sugestão de Fontes):



Lucilene Silva (Oca - SP):


Pesquisadora Lucilene Silva, cantora e brincante, descobriu que a música que procurava estudar estava muito mais próxima dela do que podia imaginar. Eram canções, ritmos e melodias que fizeram parte de sua infância. Desde então, vem percorrendo o Brasil e o mundo em busca dessas infâncias sonoras. Coordenadora do Centro de Estudos e Irradiação da Cultura Infantil do projeto OCA - Escola Cultural, em Carapicuíba (SP), ela diz que a riqueza da música tradicional da infância não pode ficar de fora do currículo da educação musical no país.

Fonte: http://mapadobrincar.folha.com.br/mestres/lucilenesilva/

Contato: lucilene-lu@uol.com.br


Ana Marcílio (BA)

Mestra em Educação e Justiça Social pelo Institute of Education, de Londres (UK) e representante da RNPI (Rede Nacional pela Primeira Infância). A Rede é formada por um conjunto de organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado, de outras redes e de organizações multilaterais que atuam na promoção e defesa dos direitos da primeira infância.

Mais informações sobre a RNPI: http://maps.mootiro.org/organization/1951

Contato: anitamarcilio@gmail.com


Ângela Costa (MS)
Professora do Curso de pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e corrdenadora da Aliança Pela Infância. A organização é definida como um movimento mundial que trabalha em prol da cidadania e dignidade na infância e tem, entre outros, os objetivos de conscientizar pais, educadores e gestores a respeito da importância de se respeitar a essência de cada criança; incentivar projetos voltados à infância; promover encontros e parcerias com organizações sociais públicas e privadas e com profissionais diversos, buscando influenciar as políticas públicas para a infância. Ângela Costa afirma que a Aliança pela Infância tem por finalidade básica divulgar os problemas que afligem a infância, pesquisar suas causas e promover soluções por meio de reflexões conjuntas com a sociedade.

Mais informações:http://www.aliancapelainfancia.org.br/

Contato:  lamarc5@hotmail.com

(67) 3306 1271

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